Novela ASCENDENTE
Olá, leitores queridos! Sou Aline Duarte, a autora apaixonada por trás de 'Ascendente', uma obra que está em constante evoluç...
Olá, leitores queridos! Sou Aline Duarte, a autora apaixonada por trás de 'Ascendente', uma obra que está em constante evoluç...
Bem-vindos ao final da jornada, Rabiscadores! Chegamos à última parte de "As Relíquias". Se você amou a origem de Fin ...
Bem-vindos ao final da jornada, Rabiscadores!
Chegamos à última parte de "As Relíquias".
Se você amou a origem de Fin Stonegard e quer acompanhar o próximo capítulo de sua vida, não perca a chance de ler o livro "Coração de Oceano".
É lá que a história de Fin se cruza com o mundo diferente de Valentina e seus amigos.
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Leia LivrosAgora, vamos à conclusão épica de "As Relíquias"!
Passando um por vez pelo portal, o jovem casal, o mestre feiticeiro e a aprendiz, nessa ordem, chegaram à sala que viram pelo copo mágico, como Rowena gostava de chamar. Era a biblioteca particular do velho mestre, e por isso a chegada ali era segura. Caminharam pelos altos corredores e passagens nas paredes atrás de quadros que serviam de atalho, subindo escadas estreitas, escuras e úmidas até chegarem na sala principal de feitiços, onde Isolde estava à espera das pedras.
— Isolde, lembra-se de Sophia? — pergunta Rhys ao entrar na sala acompanhado pela turma.
— Claro que sim — disse a moça ruiva, feliz por rever a aluna mais aplicada, já formada. As apresentações foram feitas e voltaram sua atenção ao feitiço. — Só preciso das pedras. Tivemos sorte em recuperar algumas, outras não.
— Que bom. Foi um pouco complicado conseguir as nossas, mas estão todas aqui — disse um outro professor de feitiçaria que acabara de chegar.
— Vamos iniciar logo! Fin — Rhys chamou pela atenção do rapaz. — Gostaria que fosse com a professora Elowen para enfeitiçar alguns objetos — então ele se dirigiu à professora. — Elowen, este é Fin Stonegard. Gostaria que o levasse à sala de relíquias. Ele tem um feitiço extremamente potente para tirar os rastros dos objetos. Forneça a ele o material que precisar.
— Sim, Mestre, agora mesmo — ela respondeu, obediente. — Venha comigo, senhor.
Fin e a professora Elowen se dirigiram até a sala de relíquias. Ele sempre andava com o livro de feitiços de seu avô, escrito à mão pelo avô de seu avô. Assim que ela lhe forneceu os ingredientes necessários, ele começou a "limpar" os objetos.
Enquanto isso, em outra sala do castelo, as pedras preciosas eram enfeitiçadas para fazer parte de outro feitiço, que ajudaria na defesa do castelo.
• • • ❉ • • •
Corvin e Rhys Kinney eram irmãos, herdeiros do castelo mais famoso da história. Construído por seus ancestrais, o castelo, por lei antiga, era passado para o filho mais velho. Quando o Grande Mestre Ocla recebeu a herança, ele decidiu usá-lo para lecionar, transformando-o em uma escola de bruxaria e feitiçaria branca. Por seu conhecimento e humildade, Ocla tornou-se o mais poderoso dos Magos da Eslováquia antiga. Ele ensinou suas filhas, Margareth e Margot, que, posteriormente, passaram os ensinamentos a seus próprios filhos com a ajuda de seu pai.
Dos cinco netos de Ocla, apenas três sobreviveram à infância. Os dois filhos de Margot, a filha mais nova, morreram de uma peste horrível, cuja causa, anos mais tarde, foi descoberta como bruxaria proibida. A irmã caçula de Corvin e Rhys, a bebê Elizabeth, também faleceu no parto. Por causa dessas tragédias, a família Kinney ficou reduzida a apenas dois herdeiros.
Corvin, que tinha o mesmo intelecto de seu avô, era fascinado pelo lado proibido da magia desde criança. Ele frequentava bibliotecas às escondidas e lia livros de Magia Proibida. Foi Rhys quem percebeu algo de muito ruim em seu irmão e, tentando evitar o pior, conseguiu se proteger de Corvin, que se afastava cada vez mais da magia branca e do legado da família.
O único objetivo de Corvin era herdar o castelo sozinho e se tornar o Grande Mestre da Magia Proibida, rivalizando com a história de seu avô, que foi Grande Mestre em Magia Branca. Ele desejava formar feiticeiros em sua própria filosofia, para que o poder, finalmente, fosse apenas dele.
Um ataque de magia proibida chegou ao castelo pela parte sul. O ar ficou pesado, e o medo se espalhou como uma neblina fria, pois os atacantes usavam a energia negativa para alimentar seus feitiços. O chão se transformou em um campo de batalha, com esferas de todas as cores explodindo em bichos horrendos ao tocar o chão.
Enquanto isso, em uma sala protegida, Fin, Elowen e Isolde trabalhavam arduamente. Eles terminaram de enfeitiçar as relíquias do antiquário, que detinham muita magia ancestral, e as usaram para auxiliar o feitiço de proteção do castelo.
— Rhys precisa parar essa batalha agora! — gritou Fin, o coração acelerado. O barulho lá de fora fazia sua mente reviver os horrores dos campos de guerra, mas ele se forçou a focar. — Onde está Corvin?
— Ele está lá no topo — Rhys, com seu olhar de águia, apontou para um penhasco em meio a uma clareira, em uma pose triunfal, apenas esperando o momento do ataque final.
— Que não vai acontecer! — Sophia se encheu de raiva e ansiedade, um brilho determinado em seus olhos. — Eu preciso ir até lá para acabar com isso.
— Mas você não pode ir sozinha. É perigoso, Sophia! — advertiu Rhys.
— Eu vou com ela, Mestre Kinney — Fin se manifestou, a voz firme. — Eu preciso estar lá para lançar o feitiço.
— Sem dúvida alguma. Mas vocês precisam de cobertura.
— Eu vou junto — disse Isolde, decidida.
— Vão logo, mas tomem cuidado. Estaremos aqui dando cobertura — Rhys respondeu.
— Sim, Mestre Kinney — responderam em uníssono.
Isolde abriu um portal que os deixou a menos de dez metros de Corvin Kinney. O vilão, concentrado no feitiço que lançava, não percebeu a aproximação. Isolde e Sophia se prepararam. Isolde começou um cântico silencioso, suas mãos se movendo em um padrão preciso no ar, como se estivesse tecendo a própria energia. Sophia, segurando sua mão, a imitou, fechando os olhos para se conectar com a magia do Ar.
— Vou paralisá-lo por alguns minutos — Isolde avisou. — Estão prontos?
Sophia assentiu, e começou a mover suas mãos em uma dança de gestos fluidos e determinados. Seus movimentos moldavam o ar ao redor dela, que começou a brilhar e a se acumular, como uma tempestade silenciosa. Quando havia energia suficiente, ela parou e fechou os olhos. Isolde se posicionou ao lado de Fin, que já estava com o livro do avô aberto.
— Assim que ela abrir os olhos, corremos até ele — Isolde sussurrou. — AGORA!
Os olhos de Sophia se abriram, revelando um rosa-choque intenso. Com um movimento brusco de suas mãos, ela lançou o redemoinho de energia contra Corvin, que ficou envolto e paralisado por alguns minutos.
Foi a chance de Fin. Os três correram em direção ao feiticeiro, até estarem a menos de cinco metros dele. Fin, com o livro de seu avô nas mãos, recitou as palavras com a ajuda de Isolde e, com uma força que não sabia que tinha, lançou o feitiço. O livro brilhou com uma luz dourada, e a energia da relíquia foi canalizada para o feitiço. O poder, que tinha o objetivo de anular o desejo pelo castelo, chegou a Corvin Kinney, que imediatamente parou de dar as ordens de ataque. Seus "alunos" ficaram sem saber o que fazer e recuaram.
A festa foi geral. De volta ao castelo, Corvin Kinney foi aprisionado na masmorra mais alta. Todos os feitiços lançados por ele foram anulados, incluindo a maldição da família da última casa da rua onde Fin morava.
— Você é o nosso herói, Fin — disse Sophia, agarrando-se a ele, e o beijou apaixonadamente. Ele a abraçou de volta, sentindo-se exausto e ainda surpreso com o que tinha feito. A energia mágica havia deixado uma sensação de formigamento em suas mãos.
— Agora que acabou, vamos ajudar na reconstrução e organização da escola — Fin propôs, virando-se para o Mestre Kinney.
— Agradeço a intenção, mas não é preciso — Rhys respondeu, com um sorriso de gratidão. — Já temos muita ajuda. Vocês fizeram mais do que o suficiente por nós. Devem voltar para casa e descansar. Todos nós estaremos em dívida com vocês.
Fin assentiu e, por um impulso, estendeu o livro de capa de couro de seu avô. — Este livro foi o que nos salvou. Seria uma honra doá-lo à escola, Mestre.
Rhys, com a mesma expressão de alívio e admiração de antes, negou com a cabeça. — Fin, este livro é o seu legado. Seu avô o confiou a você. Use-o bem, passe-o para seus filhos e para os filhos deles. Ele será muito importante nas aventuras que virão, tenho certeza.
Com um aceno, os dois se despediram do Mestre Kinney e, de volta à casa de Fin, o casal estava na sala. O silêncio era agradável. Sophia sentou-se ao lado de Fin, o livro sobre a mesinha de centro.
— Você foi incrível hoje — ela disse, segurando a mão dele.
— Eu mal consigo acreditar. A magia não era minha. Eu só... fiz o que o livro me pediu. E você? O que faremos agora?
— A batalha acabou, mas as trevas ainda estão por aí. Corvin foi derrotado, mas outros podem surgir. Nossas famílias e nossos amigos precisam de nós, Fin. Acho que nossa jornada está apenas começando.
Ele a olhou, e um sorriso se formou em seu rosto. A vida simples que ele tanto amava estava em xeque, mas, ao lado de Sophia, ele percebeu que a verdadeira aventura era a que estava por vir. E, juntos, eles estariam prontos para enfrentá-la.
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Bem-vindos de volta, Rabiscadores! Na semana passada, a vida de Fin Stonegard virou de cabeça para baixo com a chegada da misteriosa Sophia ...
Bem-vindos de volta, Rabiscadores!
Na semana passada, a vida de Fin Stonegard virou de cabeça para baixo com a chegada da misteriosa Sophia Conrado. Ela revelou estar fugindo de algo e, após um momento de tensão no quintal, prometeu finalmente revelar o segredo que a trouxe até a casa do caçador de relíquias.
Nesta segunda parte, a história se expande além da pequena cidade. Sophia revela a verdade chocante sobre a maldição que a persegue, e a busca por respostas leva Fin diretamente ao lendário castelo do Mestre Ocla.
O perigo está cada vez mais perto. O grande conflito está prestes a começar, e Fin precisa tomar uma decisão: abraçar a magia que seu avô tentou proteger ou voltar para a vida simples que ele tanto preza.
Peguem suas malas e cruzem o portal: a jornada épica continua agora!
Sophia lhe revelou a história. A família da mansão, muito rica, foi vítima de uma maldição de um feiticeiro. Ele tentou roubar o coração puro de uma moça, mas um jovem — namorado dela — armou um plano para frustrá-lo. No entanto, o feitiço do feiticeiro transformou o jovem em um lobo, que a machucou. Quando o feitiço foi desfeito, os pais da moça atacaram o feiticeiro. Irritado, ele os amaldiçoou. Agora, eles não podiam mais sair na luz do sol. Uma família inteira, condenada a viver na escuridão.
Além da cidade e de seus edifícios altos, escondida por um feitiço de ocultação, ficava a Floresta Amaldiçoada por Bruxos. Lá dentro, portões de ouro reluziam, e por trás deles, erguia-se o enorme castelo do antigo mestre Ocla, que servia como uma escola de bruxaria e feitiçaria branca. Fundada por Ocla, um ex-membro da Academia Real dos Lux, a escola foi criada com a intenção de ser um refúgio e local de aprendizado para os feiticeiros comuns, que não tinham acesso às tradições da realeza.
Depois de um recente ataque a um Empório de Especiarias e Essências Mágicas — o mais completo e antigo da cidade —, a apreensão e a ansiedade se espalharam entre os feiticeiros que faziam parte do conselho da escola. Eles se reuniram para descobrir o que havia acontecido, todos com um visível temor.
— Tantos anos e Corvin Kinney estava quieto… Era de se esperar que estivesse mesmo planejando algo — disse o mestre Rhys, inquieto. Ele andava de um lado para o outro com suas pernas curtas dentro da sala rodeada por livros, o nervosismo estampado em seu rosto.
— E o que aconteceu depois que o pegaram no flagra? — questionou Elara, sua aprendiz mais evoluída do quinto ano.
— Ele fugiu, e levou alguns ingredientes com ele. Tentamos segui-lo, mas o perdemos de vista. Está mais ágil e rápido que das outras vezes, nem parece ser mais velho que eu.
— Pesquisei os ingredientes que ele roubou — a jovem aprendiz completou, mostrando algumas folhas ao feiticeiro. — E, depois de comparar com alguns feitiços, veja o resultado.
— O feitiço Cravo e Rosa — ele leu nos arquivos, o medo em sua voz. — Um feitiço de ataque simples.
— Sim, mas com uma variação. Se alterar os ingredientes ou combinar com outros feitiços, ele se torna muito poderoso.
— Antes de sair à sua procura, temos que nos proteger. Ele já deve saber de nossas intenções. Se ele modificou um feitiço básico como este, imagine os outros?
Três batidas leves foram ouvidas na porta principal. Mestre Rhys deu liberdade para entrar, e Isolde, uma das professoras mais fiéis à escola e também parte do conselho, entrou na sala, com um olhar de preocupação.
— Com licença, mestre Rhys? — ele acenou com a cabeça para a jovem de pele alva e cabelos em ondas douradas prosseguir.
— O alerta foi dado em todas as partes do castelo: classes, dormitórios, inclusive nas masmorras — disse Isolde com sua voz doce e firme, mas com uma clara tensão.
— Certo, precisa de algo mais? — o velho ancião bem sabia o que rondava aquela cabeça jovem.
— Mestre, sempre lendo meus pensamentos — proferiu com graciosidade, apesar da ansiedade. — As pedras preciosas. Precisamos ir atrás delas.
— Elas estão espalhadas pelo mundo. Nosso Mestre Ocla as separou há muitos anos durante a batalha contra o Reino das Trevas.
— Vou reunir nossos melhores alunos rastreadores para ir junto.
— Certo. Vou começar os feitiços para encontrá-los o mais rápido possível. Estarei em minha sala de feitiços.
— Vamos nos separar. Assim, buscamos mais rápido.
— Boa ideia. Os feitiços para encontrar as pedras estão aqui. Boa sorte.
• • • ❉ • • •
Fin Stonegard e Sophia desfrutavam de sua companhia em uma tarde fresca na grande casa alugada do rapaz, enquanto a moça o ajudava com a revisão de seu livro sobre as relíquias que ele havia conseguido para seu antiquário. Em um momento de calmaria, pássaros cantarolavam enquanto gotículas se acumulavam no limite mais baixo das telhas. Ao abaixar a caneca de café até a mesa, a campainha tocou solenemente. Sophia atendeu a porta no primeiro toque.
— Boa tarde, mestre! Entre, por favor. — sob o olhar questionador de Fin, Sophia apenas o devolveu um olhar sereno.
— Temos um grande problema — diz um senhor de barba longa e completamente branca, aparentemente com 150 anos. — Esta é minha aprendiza Rowena.
— Boa tarde, senhores — saudou Rowena.
— Mestre Ocla deixou uma pedra sob seus cuidados há alguns anos, não é, querida Sophia?
— Sim, está comigo — a moça tirou de dentro do decote um pingente do tamanho de uma unha com uma pedra lapidada em corte princesa luxuoso pendurada em sua gargantilha prateada. — Mas por que precisam dela? Tem algo a ver com o feiticeiro Corvin Kinney?
— Sim. Ele já tem um enorme exército a seu favor, segundo notícias que recebemos, apenas esperando segunda ordem para nos atacar. Precisamos das Pedras para enfeitiçar o castelo.
— E como o encontraram?
— Ele atacou e saqueou nosso Empório de Especiarias e Essências Mágicas na cidade. Nossos aprendizes do mais alto escalão, que estudavam e cuidavam da loja no momento do ataque, tiveram sorte em continuar vivos. Ele conseguiu um ingrediente raro para o feitiço, que precisa da lua cheia, e ela está próxima.
— Vamos ajudar, sim, mas antes preciso fazer minhas malas.
— Traga pouca coisa, não pretendemos demorar com isso — enquanto Sophia subiu os degraus para arrumar as malas, o velho mestre reparou em um livro de capa de couro na mesinha de centro. — Este livro? — perguntou ele, indo em direção a ele com os olhos mareados, uma mistura de alívio e surpresa.
— O livro do meu avô, o que tem ele? — pergunta Fin.
— Eu procurei por ele por anos! — exclamou Rhys, a voz embargada pela emoção.
— Eu sou caçador de relíquias. Herdei do meu avô — o rapaz respondeu, confuso. — Eu compro relíquias, depois as restauro.
Rhys se perguntava como não conseguiu encontrá-lo antes. Usou dos maiores e mais difíceis feitiços de procura, sem sucesso.
— O que você fez para encantar esse objeto? Eu procurei por anos.
— Meu avô me ensinou. Ele tem uma magia que usamos para limpar qualquer rastro da relíquia, para não ter problemas com antigos donos.
— Isso é interessante. Precisamos que venha conosco também, senhor Stonegard — o mestre disse, pensativo.
Por um momento, o rapaz se sentiu intimidado, mas a confiança que sua amada Sophia tinha naquelas pessoas o fez deixar o sentimento de lado e concordar.
Após as malas de Fin e Sophia estarem prontas e a casa fechada, a aprendiz Rowena abriu um portal que ia direto para a escola. Era como um espelho redondo no ar e na altura humana, nele podia-se ver do outro lado um pouco distorcido, como ondinhas em um copo d'água.
— Prontos?
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Olá a todos!
Escrever sempre foi meu refúgio, a forma como dou sentido ao que sinto, o meu jeito de desabafar e organizar a bagunça da mente. Mas há alguns anos, passei por um período de dor tão avassaladora que essa minha válvula de escape simplesmente parou de funcionar. Eu estava tão perdida que as palavras se recusavam a sair. A mente era um turbilhão de pensamentos ruins, vozes acusadoras e um caos que a escrita, meu fiel companheiro, não conseguia mais apaziguar. Eu chorava dia e noite, buscando algum alívio, mas a dor, como um pesadelo em looping, não passava.
O texto que vocês lerão a seguir não nasceu daquela tempestade, mas sim, de sua calmaria. Ele foi pacientemente construído, pedaço por pedaço, com os cacos, os ecos e as frases desconexas que ecoavam em minha mente, tentando em vão traduzir o indizível. Ele é uma tentativa de dar voz àquela dor que, na época, me deixou sem fala.
Hoje, olhando para trás, com o coração em paz, consigo revisitar essa ferida porque ela já não sangra mais. Decidi falar sobre isso e compartilhar a poesia porque me sinto confortável para pensar e relembrar o que aconteceu, e, principalmente, porque entendo que a maior força não está em nunca cair, mas em encontrar a coragem para se levantar da lama.
Para quem está lendo e se sente da mesma forma, ou já se sentiu: esta é a minha mão estendida a você. Continue. Levante-se. Mostre a si mesma a força imensa que você carrega dentro de si. A sua resiliência é a sua maior poesia.
Obrigada por ler.
Porque falar, se ninguém me ouve?
Eu grito, mas não sai voz.
Ando pelas ruas, e ninguém me vê.
Senti fome de amor e frio de esperança.
Se eu incomodo tanto assim
Meu lugar não é aqui.
É hora de dizer adeus, e partir.
Se meu coração parar,
A dor também paro de sentir.
Minha mente está presa em solidão,
Mesmo que o sol lá fora brilhe,
Uma mão fria me puxa para a desolação.
A escuridão é assim, envolvente.
Desculpe-me, eu quebrei a promessa
E tentei novamente.
Um dia.
Paz.
Coração, voltará a bater?
Quando Deus resolve dar uma lição à sua criação alada rebelde, em uma cansativa jornada por respostas ...
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